Saturday, September 27, 2008
Pacto Europeu sobre Imigração e Asilo
Distribuição 22 e 23
O Governo brasileiro tomou conhecimento de que o Conselho formado pelos Ministros da Justiça dos países-membros da União Européia (UE) aprovou ontem, 25 de setembro, as bases de um “Pacto Europeu sobre Imigração e Asilo”, cujos pontos principais contemplam novas normas restritivas à migração.
A decisão dá seqüência a uma preocupante escalada de medidas tomadas em âmbito europeu que, a pretexto de combater a imigração ilegal e estimular a regularidade, reforçam predisposição negativa à migração, generalizam critérios seletivos e abrem margem a controles que, na prática, podem se revelar arbitrários e atentatórios aos direitos humanos.
O Governo brasileiro reitera os termos da nota oficial que emitiu em 18 de junho passado a respeito da denominada “Diretiva de Retorno” européia, em que lamentou a percepção desfavorável que difundia da migração e assinalou seus efeitos contrários a uma desejada redução de entraves à livre circulação de pessoas e a um mais amplo e pleno convívio entre os povos.
O Brasil, que acolheu generosamente e sem discriminações milhões de estrangeiros, sobretudo europeus, espera que os países da UE, ao deliberarem sobre o “Pacto” na reunião do Conselho Europeu que se realizará em outubro, levem em conta suas experiências históricas e o s benefícios que auferiram com o fenômeno migratório, evitando iniciativas que criem novos fatores de divisão entre países de origem e recepção de imigrantes.
O Governo brasileiro defende firmemente o direito de ir e vir das pessoas e vem reforçando política de apoio aos seus nacionais no exterior. Coerente com essa posição, redobrará a vigilância em relação a medidas que possam afetá-los em violação a normas humanitárias e de convivência consagradas universalmente.
Ministério das Relações Exteriores
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Ministros da UE fecham acordo em pacto sobre imigração
Para informação em várias línguas visite http://www.despontspasdesmurs.org
Bruxelas, 25 set (EFE).- O Conselho de Ministros da União Européia (UE) fechou hoje um acordo no pacto sobre a imigração e asilo, que busca limitar a chegada de imigrantes ao estritamente necessário para o mercado de trabalho.
O pacto, que será aprovado formalmente pela cúpula de líderes da UE em 15 e 16 de outubro, opta por uma imigração seletiva, controlada de acordo com as necessidades trabalhistas e a capacidade de integração do país de amparada, e com firmeza total contra os imigrantes ilegais e sem regularizações maciças.
O texto, apoiado de forma unânime pelos 27 países da UE, busca dar um novo impulso para uma política comum de imigração e asilo que leve em conta o interesse coletivo da UE, ao considerar "imprescindível" que cada Estado-membro leve em conta o resto do bloco ao aprovar suas políticas no assunto.
O pacto, um dos principais objetivos da Presidência francesa da UE deste semestre, tem cinco pontos básicos: organizar a imigração legal de acordo com as necessidades e a capacidade de amparada, combater a imigração ilegal e expulsar os irregulares, fortalecer os controles fronteiriços, aumentar a cooperação com os países de origem e melhorar o sistema de asilo.
"A União Européia não dispõe de meios para receber dignamente todos os emigrantes que esperam encontrar uma vida melhor", indica o pacto.
Por isso, indica que a gestão da imigração na UE deve levar em conta a situação do mercado de trabalho, assim como os recursos disponíveis em matéria de alojamento, saúde e educação.
Cada país do bloco determinará as condições de admissão a seu território e fixará o número de imigrantes que pode receber, em função das necessidades do mercado de trabalho.
O pacto afirma que os países da UE promoverão a integração dos imigrantes, buscando o equilíbrio entre seus direitos (acesso à educação, ao trabalho e aos serviços p úblicos e sociais) e deveres (respeito às leis do país de amparada), com medidas específicas para facilitar a aprendizagem da língua e o acesso ao emprego.
Além disso, defenderá o respeito da identidade dos países do bloco e da própria UE, assim como de seus valores fundamentais (como direitos humanos, liberdade de opinião, tolerância, igualdade entre homens e mulheres e escolarização obrigatória das crianças).
Também impulsionará a admissão de trabalhadores qualificados e favorecerá a imigração temporária, para evitar a fuga de cérebros.
No entanto, os mecanismos de reagrupamento familiar levarão em conta os recursos e condições de residência, assim como o conhecimento do idioma do país de amparada.
Os imigrantes em situação irregular terão que deixar o território da União Européia e as regularizações serão feitas caso a caso.
Para conseguir as repatriações, haverá a tentativa de estabelecer acordos de readmissão com os países de origem, com os quais também será reforçada a cooperação para combater o tráfico de pessoas.
Além disso, no início de 2012, no máximo, serão implantados os vistos com informação biométrica, e até esta data também terá que estar funcionando um registro eletrônico de saídas e entradas na UE.
O pacto estabelece também que sejam reforçados o papel e os recursos da Frontex, a agência européia de controle de fronteiras.
Friday, August 22, 2008
SOLIDARIEDADE AOS MIGRANTES (NOTA DA CNBB)
Sem desconsiderar a complexidade das questões que envolvem o tema, constata-se que há medidas que dão margem a sentimentos xenófobos e fortalecem a criminilização do ato de migrar. Tais medidas podem representar retrocesso no caminho de integração dos povos e da construção de uma cultura de paz. A acolhida à diversidade cultural, religiosa e social é condição fundamental para o estabelecimento da justiça e da paz.
Os movimentos migratórios são fatores de desenvolvimento humano e social. O migrante leva consigo sua força de trabalho, a riqueza da sua cultura, seus valores, sua religião. Espera por novos horizontes na terra que encontra como segunda pátria. Para o migrante “a pátria é a terra que lhe dá o pão” (Scalabrini, 1898). A busca de condições dignas de vida move, no mundo globalizado e desigual, milhões de migrantes em direção aos países mais desenvolvidos. Muitos países já não podem prescindir da contribuição dos imigrantes como mão-de-obra em áreas específi cas do mercado de trabalho.
Países que atualmente restringem a entrada de migrantes são os mesmos que outrora assistiram a emigração em massa de seus cidadãos. Aqueles que no Brasil aportaram, foram acolhidos e, gradativamente, integraram-se à sociedade local, contribuindo na construção da identidade e cultura nacionais.
Os valores humanos e cristãos da solidariedade e fraternidade têm primazia sobre as leis da economia e do mercado. No contexto mundial atual, os países devem encontrar formas adequadas e justas de acolher o estrangeiro, integrando os imigrantes como protagonistas de um novo momento para humanidade. Ao mesmo tempo, os países geradores de fluxos migratórios empenhem-se em proporcionar condições dignas de vida e perspectivas de futuro aos seus cidadãos.
Repudiamos medidas que criminalizam os migrantes. Muitas vezes, o tratamento dado aos migrantes é injusto e humilhante, envolvendo detenção e prisão, perda da moradia, do emprego e dos bens, separação dos cônjuges e dos filhos. A vergonha da expulsão pode impedir até mesmo a volta à família de origem.
Manifestamos nossa solidariedade a todos os migrantes, aos brasileiros e brasileiras no exterior, e, de modo especial, aos que se encontram em situação de maior vulnerabilidade, com dificuldade de obter a documentação de permanência, vivendo e trabalhando em clima de insegurança e medo.
Apelamos aos países e à comunidade internacional que implementem medidas para cessar as guerras, superar a fome e a miséria, eliminar as desigualdades sociais, e que adotem “uma política migratória que leve em consideração os direitos das pessoas em mobilidade” (DAp 414). Diante da palavra de Jesus “Eu era estrangeiro e me receberam em sua casa” (Mt 25,35), rogamos que prevaleça a solidariedade, baseada nos princípios da dignidade da pessoa, da proteção dos direitos humanos e da fraternidade universal.
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB
CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Brasília – DF – Brasil
'Nunca tinha me sentido tão humilhada', diz estudante barrada na Europa
Patrícia Magalhães, de 23 anos, deveria participar de um congresso de Física.
Ela diz que ficou três dias presa no aeroporto de Madri e fala em preconceito.
Estudante diz que teve de comer no chão por falta de lugar (Foto: Carolina Iskandarian/G1)
"Nunca tinha me sentido tão humilhada. Senti na pele um preconceito que nunca senti em um país que eu achava ser desenvolvido. Eles são muito mais atrasados do que pensam. Estão na Idade Média", atacou Patrícia, em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (20). Os problemas da jovem, que estuda na Universidade de São Paulo (USP) e já prepara sua dissertação de mestrado, começaram dia 10, quando ela chegou a Madri. A história foi publicada na edição desta quarta do jornal "Folha de S.Paulo".
No aeroporto, ela foi parada no setor de imigração. Depois de horas de espera e de entrevistas, descobriu que ficaria detida em uma sala do terminal. Mesmo carregando um tubo com dois pôsteres científicos com a identificação dela e da universidade. Durante os três dias em que passou no cômodo de aproximadamente 50 metros quadrados, ficou sem tomar banho, sem escovar os dentes e sem usar desodorante. Comia no chão por falta de lugar, conta. "Eles alegaram que eu não tinha toda a documentação pedida, como a reserva do hotel. Pediram o convite do congresso, meu extrato da conta bancária, meu cartão de crédito. Queriam até contar o meu dinheiro", afirmou.
"Pessoa inferior"
No mesmo dia em que foi detida, Patrícia deveria embarcar para Lisboa, em Portugal, onde aconteceu o congresso que reuniu pesquisadores de todo o mundo. Ela havia escolhido o vôo para Madri por ser mais barato. Apesar de achar que foi vítima de preconceito por ser latino-americana, ela ainda não sabe ao certo o que motivou sua prisão na Europa.
"Juntou o fato de eu ser mulher, de eu não ter a documentação do hotel. Uma vez que caí no processo imigratório, não tem volta. Se você é latino-americana, independentemente de quem seja, é vista como uma pessoa inferior", disse ela, que chegou ao Brasil dia 12.
A estudante conta que ainda tentou argumentar, alegando que não queria migrar e trabalhar na Espanha, mas foi em vão. Reclamou ainda do abandono de que afirma ter sido vítima. "Eu me senti abandonada pelo governo brasileiro". Patrícia também lamentou ter perdido o congresso. O trabalho que apresentaria sobre amplitude de ressonâncias escalares estava sendo preparado havia um ano. "É uma frustração por ter sido um trabalho tão duro. Eu perdi muito porque ia poder conversar com outros pesquisadores da área, tirar dúvidas", contou a estudante.
O G1 não conseguiu localizar ninguém no Consulado da Espanha em São Paulo na tarde desta quarta-feira.
Socorro
Um dos primeiros a tentar ajudar Patrícia foi o orientador dela, o professor titular Manoel Roberto Robilotta, do Instituto de Física da USP. De Lisboa, no congresso, ele soube do caso e ali mesmo enviou um fax ao consulado brasileiro em Madri e à polícia espanhola. O hotel em que Patrícia ficaria hospedada fez o mesmo. Via fax, tentou avisar as autoridades de que se tratava de um engano. Segundo Robilotta, até o organizador do congresso mandou um e-mail para os policiais, conta ele. "Era tudo tão absurdo que achei que ela seria logo liberada", disse o professor.
Robilotta reclamou do descaso por parte da representação brasileira na Espanha. "É um descaso muito grande. É um absurdo tentar contatar um consulado em caso de emergência via fax e não houve nenhum contato de volta da parte deles", afirmou Robilotta, que lamentou pela sua aluna. "Esse congresso não vai ter mais. O jovem conhece e é conhecido. É uma iniciação na comunidade internacional e a Patrícia foi proibida de ir".
Tuesday, August 19, 2008
Os sonhos das babás brasileiras ilegais na Suíça
Elas chegam com poucos recursos e muitos sonhos, entre eles, os de casar com um suíço ou voltar ao Brasil em condições de construir uma casa própria.
Tarde de quarta-feira no aeroporto de Zurique. Mais um avião da TAP vindo de Lisboa traz brasileiros oriundos de Salvador. Nesse vôo, vem Márcia*, baiana do interior, 30 anos, tentar a vida mais uma vez na Suíça, agora com promessa de casamento e salário fixo de 800 francos por mês.
Para Márcia, que foi enganada pela patroa na primeira vez em que veio trabalhar no país, a vida no exterior é um jogo, em que ela entrou para ganhar. Com pouca instrução escolar, dois filhos, e uma mãe doente do coração que não consegue vaga no hospital para fazer uma cirurgia cardíaca, Márcia diz que nessa competição, só existe uma possibilidade: vencer ou vencer. "Eu já perdi tudo quando nasci pobre no Brasil. Aqui eu posso tentar um futuro melhor", teoriza.
Márcia é somente mais uma entre as milhares de brasileiras que vêm tentar a sorte como babá ou doméstica no país. Ignoradas pelo governo local, elas entram como turistas e permanecem por anos, até conseguirem um casamento ou a independência financeira, traduzida pela compra do tão sonhado imóvel para a família. Com esse propósito, deixam filhos e marido e vêm tentar a vida de forma tão solitária e aventureira.
Trabalho informal
A Suíça é um dos destinos mais comuns entre os brasileiros. Não se fala muito do país no Brasil. Mas o curioso é que mesmo na contramão das semelhanças, os dois países vivem um fenômeno de importação e recebimento de mão-de-obra, que tem atraído moças simples do interior para trabalhar na condição de babás " informais".
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil estima que cerca de 50 mil brasileiros vivam hoje na Confederação Helvética. O número é baseado na quantidade de serviços consulares e não distingue a situação oficial dos moradores. De acordo com a Departamento Federal de Estatística (DFE) da Suíça, vivem no país 14.108 brasileiros registrados (dados de 2007).
A discrepância entre os números gerados pelos os dois governos comprova a ignorância da Polícia de Imigração Suíça quanto ao número de "brasileiros ilegais". Para o Governo Brasileiro, a colaboração econômica é vista com bons olhos. De acordo com o Departmento de Comunidades Brasileiras no Exterior do Itamaraty, os brasileiros que vivem no exterior são responsáveis pela injeção de mais de 6 milhões de reais na economia brasileira por ano. Para a Suíça, a situação é diferente. O país quer reduzir o trabalho no mercado negro e tem feito campanhas elucidativas para isso.
Os dados mostram também que o número de brasileiros na Comunidade Helvética cresce a cada ano. Em seu livro Brasileiros na Suíça, lançado em 2006, a professora e socióloga brasileira Safira Amman analisa a situação. De acordo com os números pesquisados pela professora, há 18 anos residiam, legalmente, 1.254 brasileiros na Confederação Helvética. Em 2004, o número ja saltara para 12.100 residentes permanentes legais, o que correspondia um aumento de 850% em um período de menos de 20 anos.
Boca-a-boca
Não se sabe exatamente como começa o fenômeno, mas tudo indica que a propaganda boca-a-boca se encarrega de fazer mais e mais adeptas. Informadas sobre a possibilidade de fazer dinheiro em pouco tempo, elas tomam o risco de viajar mesmo sem ter o dinheiro para a compra da passagem, geralmente paga pelo "empregador" e descontada em prestações dos futuros salários.
Na maioria das vezes, a brasileira vem porque a amiga já veio anteriormente e conhece alguém - provavelmente uma outra brasileira - que precisa de uma babá. "Eu só estou aqui porque minha irmã, que é casada com um suíço há mais de dez anos, me indicou a uma amiga", conta Aline*, cuja irmã também veio no passado por recomendação.
A fórmula é confirmada pela análise do Departamento Federal de Imigração (BMF) - em trabalho denominado "Migração ilegal - por 60 mil francos é garantido o visto suíço", de 30 de junho de 2004. O texto dedica cinco parágrafos ao tema, explicando que a migração legal ou ilegal não funciona sem uma rede de contatos.
Risco compensa
O esforço, no entanto, parece valer a pena. Em cidades mais populosas, como Zurique, Genebra e arredores, esse tipo de serviço é pago por hora (aproximadamente 25 francos), o que daria aproximadamente 37 reais para o trabalho de faxineira, quantia inimaginável no Brasil. Um franco duíço equivale a aproximanete 1,6 real.
Para quem se instala em casa de família para trabalhar geralmente de babá, as condições já são diferentes. Chega-se a ganhar até 1,5 mil francos por mês, sendo que muitas dessas moças são favorecidas financeiramente por não terem que pagar aluguel. Dependendo da patroa, elas ainda podem fazer bicos de faxineira e ganhar por hora para complementar o salário nos fins de semana.
No entanto, nem todas têm sorte. Há casos de patroas que regulam a comida, que pagam irrisórios soldos de 400 francos, como no caso da baiana Márcia. Quando veio há dois anos, teve várias promessas, mas quando se deu conta, se viu trabalhando quase como uma escrava. "Depois de descontar o preço da passagem aérea, não sobrava nada para ser enviado aos meus familiares no Brasil", explica.
Casa própria
Em um ano de trabalho, Aline já economizou 9 mil francos, o equivalente a 14,4 mil reais. "Com mais um ano aqui, junto o dinheiro necessário para construir minha casa no interior da Bahia e sair do controle do meu marido, que tanto me maltratou e desrespeitou durante nosso casamento. Meu sonho é ter essa casinha e voltar a viver perto dos meus dois filhos", conta Aline, com os olhos negros marejados de saudades.
Há dois na Suíça, a brasileira mora na casa da irmã e não precisa gastar com sua subsistência. A babá conta que, se fosse trabalhar em casa de família em Salvador, poderia ganhar, com muita sorte, um salário mínimo por mês, sem direito à folga semanal.
Maria* é uma brasileira que saiu do interior do Belém do Pará, deixando um filho de sete anos aos cuidados dos avós, entrou num avião pela primeira vez rumo a Zurique, também com o objetivo de juntar dinheiro para comprar uma casa.
"Foi muito triste deixar meu filho e vir fazer a vida aqui. Chorei muitas vezes sozinha no meu quarto", desabafa, mas com a certeza de que tomou a decisão correta. Após morar dois anos de forma ilegal e viver até mesmo de favor em casas de amigos, foi para o Brasil buscar o filho e está de volta. Embora ainda não tenha visto de residente, Maria diz que está feliz com o novo rumo que sua vida está tomando: noivou-se com um suíço e deve se casar em breve.
Suíços gostam de brasileiras
Além da caderneta de poupança e, conseqüentemente, a casa própria, o casamento é encarado como um presente a mais, e conforme mostram as estatísticas, com grandes probabilidades de se realizar. Parece que os homens suíços têm verdadeira predileção pelas brasileiras.
Segundo dados de 2005 do DFE, depois das alemãs, eles preferem as brasileiras, seguidas pelas tailandesas, italianas, sérvias e norte-africanas. Dos 8.358 casamentos com estrangeiras naquele ano, 654 aconteceram com brasileiras, que perderam somente para a Alemanha, com 766 uniões formais. "O bom é que depois de arrumar um marido suíço, podemos cobrar mais caro pela faxina. Ou melhor, ainda nos tornarmos patroa", brinca Maria.
Se a situaçâo é lucrativa para quem vem tentar a vida, melhor ainda para as mulheres que já estão com a situação estabilizada na Suíça. Ao contratarem uma babá que durma durante a semana em suas casas e que ainda faça o serviço doméstico, as donas-de-casa brasileiras economizam muito dinheiro e ainda podem manter o padrão de comodidade que levavam no Brasil, algo impagável se fosse colocado na ponta do lápis todo o dinheiro referente a impostos e seguro social que deveriam pagar a essas profissionais.
Segundo Helena* (há cinco anos na Suíça), a contratação de uma brasileira para o serviço doméstico é um luxo acessível se tudo for feito na base da ilegalidade. Na sua opinião, não se trata de capricho, mas de uma garantia de contato das crianças com a cultura brasileira e atenção e carinho, enquanto a mãe trabalha. "Uma babá suíça jamais se dedicaria aos meus filho como a Márcia", afirma Helena.
swissinfo, Liliana Tinoco Baeckert
Os nomes das entrevistadas foram modificados para preservação da identidade.
Friday, August 15, 2008
O Medo do Brasileiros nos US
O Medo de fora e o medo de dentro(os problemas de ansiedade)
Eu acho que nos meus 30 anos de profissão, eu nunca atendi tantas pessoas com pânico e outros problemas de ansiedade como neste último ano aqui em Framingham. O que está acontecendo é que a comunidade brasileira, está vivendo uma situação de stress muito grande. A perseguição aos imigrantes nos Estados Unidos está se tornando insuportável. O medo de ser pego sem carteira de motorista, o medo da imigração e da deportação vem deixando algumas pessoas extremamente inseguras e até doentes. O que acontece é que o medo exterior ou real, da polícia e da imigração, está se somando em algumas pessoas, ao medo interior, de origem psíquica.
Mas por que? Tem pessoas que por questões genéticas e familiares reagem com muita ansiedade a situações de stress. Reagem, aumentando o medo que é para ser usado como protetor. O medo é um sentimento que serve para nos proteger contra os perigos. Tomar cuidado com incêndio, com acidentes de carro, ter medo quando atravessar uma rua movimentada nos protege dos perigos e isso é bom. Entretanto, as pessoas com tendência à ansiedade, amplificam o medo, com pensamentos catastróficos, que antecipam o mal que ainda não ocorreu. Sofrem antes, por antecipação.
Vou explicar um pouco sobre o que são os distúrbios de ansiedade e depois vou tentar dar algumas idéias pra melhorar.
Pra quem não sabe, o Distúrbio do Pânico é um dos distúrbios de ansiedade. Ele aparece de repente e a pessoa tem muito medo de morrer ou de enlouquecer. Os sintomas variam muito de pessoa para pessoa mas em geral elas apresentam falta de ar, batedeira no coração, tremores, aperto no peito, tonturas, formigamentos pelo corpo, muitos acham que estão tendo um ataque do coração ou um derrame. Por isso, freqüentemente, esses indivíduos com pânico vão parar no Pronto Socorro. Após todos os testes cardíacos, exames de sangue, etc, os médicos constatam que tudo está normal.
Na verdade, não é que o paciente não tenha nada. Ele está com um problema no sistema de alarme do corpo. É como se o alarme da casa estivesse disparando sozinho, sem ladrão nenhum. O problema está no alarme. Nosso corpo tem um sistema bastante sensivel contra o perigo. Quando existe qualquer risco de dano ao nosso corpo, o alarme dispara fazendo com que o indivíduo procure ajuda. Nesse caso, o alarme esta disparando sozinho. Isso pode começar sem uma causa definida ou ser desencadeado por situações de stress. Em alguns casos, o pânico é tão grande que a pessoa fica com medo de sair sozinha, de dirigir, de ir a lugares fechados com muita gente, que não tenha saida fácil.
Um outro exemplo de distúrbio de ansiedade, também muito freqüente, é o que se chama de Ansiedade Generalizada. A pessoa vive com medo de que algo de mal aconteça a qualquer momento a ela ou a alguém da família. Vive telefonando para os filhos, para o marido, tendo pensamentos repetitivos de que algo vai acontecer, não consegue dormir, vive com angústia, tremores, falta de ar, etc. Estes sintomas passam a atrapalhar a vida, a tal ponto de bloquear a própria rotina. Tanto o Pânico quanto os demais problemas de ansiedade são causados por um desequilíbrio de alguns neurotransmissores cerebrais e por isso tem tratamento psicológico e medicamentoso. Esses quadros melhoram demais com o tratamento e com o tempo o indivíduo volta a funcionar normalmente.
Muitas vezes, esses problemas melhoram através de alguns cuidados pessoais. Fazer exercícios regulares , dormir 7 a 8 hs por dia, alimentação saudável em horários regulares, aprender algumas técnicas de relaxamento e conversar sobre o medo, também costumam ajudar muito. Se necessário, procure ajuda professional.
Bem, dessa forma já sabemos o que fazer com o medo interior, mas o que fazer com o medo real, aquele pior ainda, da imigração?
Na semana passada eu participei de um seminário promovido pelo Legal Services da Região Metro West e realmente a situação é bastante preocupante. A polícia de Framingham é a única no Estado com acordo direto com o ICE do Dept. de imigração. Embora, o chief negue os abusos, é claro que eles estão ocorrendo por parte de alguns policiais que não vêem os imigrantes com bons olhos. Existe um formulário pra denunciar esses abusos e temos que nos organizar pra fazer isso. Desse seminário, eu tentei extrair algumas dicas para ajudar os brasileiros indocumentados caso sejam abordados pela polícia:
1. Seja educado com o policial. Ele está fazendo o trabalho dele.
2. Não dirija com documentos falsos. Andar com documento falso é crime e pode complicar sua vida. É preferível andar sem documentos do que com documento falso.
3. Tenha um documento de identificação com foto. O policial pode pedir o seu ID. Pode ser uma carteira da Library, do banco, do trabalho, ou qualquer outra carteira com foto.
4. Where are you from: I am from Marlboro, from Milford…Voce não precisa dizer que é do Brasil.
5. Voce não é obrigado a falar. Tenha o nome e telefone de um advogado de imigração pra ligar caso o policial te pressione ou te leve para a Dept. de Polícia.
Claro que esses cuidados não eliminam totalmente o risco mas o nervosismo excessivo só pode piorar as coisas.
Dr. Percy F. Andreazi, é médico e psicoterapeuta. É licenciado nos Estados Unidos como Mental Health Counselor. Tel- 508-904-2121
Thursday, August 7, 2008
Law Enforcement Operation in MA
The Brazilian Women’s Group is informed that ICE launched a law enforcement operation in Massachusetts, targeting individuals with outstanding warrants and those who have had prior encounters with law enforcement. People are being picked up at home and at work, all over the state. Reports are that about 80 people were arrested already in Somerville, Everett and Lowell. The operation is expected to last three to four days and, according to MIRA, includes people who have “criminal convictions, (including misdemeanors) who have a range of immigration statuses (including green card holders)”.
The Brazilian Women’s Group urge people to stay calm but aware of their rights during such operations. Access our website www.verdeamarelo.org for information in Portuguese on “Know your Rights” and “Protect yourself from immigration raids”. You also can watch a video about what to do if immigration officers come to your house or work place. Remember: You have the right to a lawyer and you have the right to call the Brazilian Consulate.
Please, call us at 617-787-0557 ext. 15 or email us at mulherbrasileira@verdeamarelo.org if you know of an ICE raid in your neighborhood. Also, if you know of anyone who has been detained, please call us with their name, date of birth, where the person is being held, and their A # (Alien registration number).
O Grupo Mulher Brasileira tem informações de que a imigração desencadeou uma operação em Massachusetts, buscando indivíduos com mandado de prisão ou deportação e aqueles com passagem pela justiça. As pessoas estão sendo detidas em casa ou no local de trabalho, em todo o estado. As notícias chegadas dão conta de que cerca de 80 pessoas já foram presas em Somerville, Everett e Lowell. Nós ainda não sabemos quem são estas pessoas e de que nacionalidade. A operação deve durar de três a quatro dias e, de acordo com MIRA, inclui pessoas condenadas criminalmente (inclusive por delitos) e com variados estatus imigratório, mesmo pessoas portadoras de green card.
O Grupo Mulher Brasileira pede a comunidade que se mantenha calma mas consciente dos seus direitos durante tais operações. Acesse nosso website www.verdeamarelo.org para ler informação em português sobre “Saiba seus Direitos” e “Proteja-se contra as batidas da imigração”. Vocês também podem ver um vídeo sobre o que fazer se a imigração bater na sua casa ou no seu trabalho. Lembre-se: Você tem o direito a um(a) advogado(a) e de telefonar para o Consulado do Brasil.
Por favor, telefone para 617-787-0557 ramal 15 ou mande email para mulherbrasileira@verdeamarelo.org se souber de uma batida da imigração no seu bairro ou na sua cidade. E, se souber de alguém que foi detido(a), por favor, nos telefone com o nome, a data de nascimento, onde a pessoa está presa e o número A (Alien registration number).
Wednesday, July 23, 2008
Tuesday, July 22, 2008
Welcoming Massachusetts
Regina Pritchett of the Brazilian Women’s Group holds a Welcome sign and helps to fill in a heart made up by supporters of the “Welcoming Massachusetts” campaign which was launched July 8th at the State House.The “Welcoming Massachusetts” initiative is a statewide campaign to affirm Massachusetts as a Commonwealth that respects the dignity of all people.
To sign the pledge and participate visit Welcoming Massachusetts.
Thank you Revere Mayor Thomas G. Ambrosino who just endorsed the ‘Welcoming Massachusetts Initiative”
Regina Pritchett, do Grupo Mulher Brasileira, segura um cartaz com os dizeres Welcome e ajuda a preencher o coração formado por pessoas que apoiam a campanha “Welcoming Massachusetts”, lançada oficialmente no último dia 8 na State House.
A campanha “Welcoming Massachusetts” é um movimento estadual que afirma Massachusetts como um Estado que respeita a dignidade de todos os povos. Para assinar o termo de compromisso e participatar, visite Welcoming Massachusetts
Obrigada ao prefeito de Revere, Thomas G. Ambrosino, que acabou de endossar a campanha ‘Welcoming Massachusetts”.
Tuesday, July 1, 2008
13th Anniversary Celebration - Celebração do 13 Aniversário
Brazilian Women's Group Celebrates 13 Years of Community Service
Opening
MCs: Regina Bertholdo and Kênia Santiago
Reception and Music
Viv’Alma Feminina with
Valdisa Moura, Lúcia Regina and Regina Bertholdo,
and a special presentation by the Brazilian Women’s Group
Poem
Two Women
This poem was written by a working class Chilean woman in 1973,
shortly after Chile's socialist president, Salvador Allende, was
overthrown. A U.S. missionary translated the work and brought it with
her when she was forced to leave Chile.
I am a woman.
I am a woman.
I am a woman born of a woman whose man owned a factory.
I am a woman born of a woman whose man labored in a factory.
I am a woman whose man wore silk suits, who constantly watched his weight.
I am a woman whose man wore tattered clothing, whose heart was
constantly strangled by hunger.
I am a woman who watched two babies grow into beautiful children.
I am a woman who watched two babies die because there was no milk.
I am a woman who watched twins grow into popular college students with
summers abroad.
I am a woman who watched three children grow, but with bellies
stretched from no food.
But then there was a man;
But then there was a man;
And he talked about the peasants getting richer by my family getting poorer.
And he told me of days that would be better and he made the days better.
We had to eat rice.
We had rice.
We had to eat beans!
We had beans.
My children were no longer given summer visas to Europe.
My children no longer cried themselves to sleep.
And I felt like a peasant.
And I felt like a woman.
A peasant with a dull, hard, unexciting life.
Like a woman with a life that sometimes allowed a song.
And I saw a man.
And I saw a man.
And together we began to plot with the hope of the return to freedom.
I saw his heart begin to beat with hope of freedom, at last.
Someday, the return to freedom.
Someday freedom.
And then,
But then,
One day,
One day,
There were planes overhead and guns firing close by.
There were planes overhead and guns firing in the distance.
I gathered my children and went home.
I gathered my children and ran.
And the guns moved farther and farther away.
But the guns moved closer and closer.
And then, they announced that freedom had been restored!
And then they came, young boys really.
They came into my home along with my man.
They came and found my man.
Those men whose money was almost gone.
They found all of the men whose lives were almost their own.
And we all had drinks to celebrate.
And they shot them all.
The most wonderful martinis.
They shot my man.
And then they asked us to dance.
And they came for me.
Me.
For me, the woman.
And my sisters.
For my sisters.
And then they took us.
Then they took us.
They took us to dinner at a small private club.
They stripped from us the dignity we had gained.
And they treated us to beef.
And then they raped us.
It was one course after another.
One after another they came after us.
We nearly burst we were so full.
Lunging, plunging—sisters bleeding, sisters dying.
It was magnificent to be free again!
It was hardly a relief to have survived.
The beans have almost disappeared now.
The beans have disappeared.
The rice—I've replaced it with chicken or steak.
The rice, I cannot find it.
And the parties continue night after night to make up for all the time
wasted.
And my silent tears are joined once more by the midnight cries of my
children.
Presentation
Heloisa Maria Galvão
President and Co-founder
Meet the New Citizens
We are immigrants and we vote!
Cláudia Galvez | Miryam Wiley
Award Presentation
The “Mangeca Fanghaenel” Community Award
Robert Hildreth
Presented by Nancy Kelly and John Willshire
The Youth Leadership Award
Jessica Rodrigues Dias
Presented by Alex Pirie
Guest Speaker
Rocío Sáenz
SEIU Local 615 President
Leader, Justice for Janitors Campaign
Brazilian brunch
Thank you to all of you who helped make our anniversary a success!
Grupo Mulher Brasileira comemora 13 anos de trabalho comunitário
Abertura
MCs: Regina Bertholdo e Kênia Santiago
Recepção e Música
Grupo Viv'Alma Feminina
Valdisa Moura, Lúcia Regina e Regina Bertholdo,
com a participação especial do Grupo Mulher Brasileira
Poema
Duas Mulheres
Este poema foi escrito por uma mulher chilena de classe trabalhista em 1973, logo depois que o presidente socialista, Salvador Allende, foi deposto. Uma missionária americana traduziu o poema e o trouxe com ela quando foi forçada a sair do Chile.
Eu sou uma mulher.
Eu sou uma mulher.
Eu sou uma mulher nascida de uma mulher cujo homem era dono de uma fábrica.
Eu sou uma mulher nascida de uma mulher cujo homem era operário em uma fábrica.
Eu sou uma mulher cujo homem usava ternos de seda e constantemente cuidava da sua aparência.
Eu sou uma mulher cujo homem usava roupas rasgadas, cujo coração estava constantemente sufocado pela fome.
Eu sou uma mulher que viu dois bebês crescerem e se tornarem crianças lindas.
Eu sou uma mulher que viu dois bebês morrerem porque não havia leite.
Eu sou uma mulher que viu os gêmeos crescerem e se tornarem estudantes universitários populares com férias de verão no exterior.
Eu sou uma mulher que viu três crianças crescerem, mas com as barrigas esticadas por falta de comida.
Mas então, houve um homem;
Mas então, houve um homem;
E ele falava sobre os camponeses enriquecerem enquanto minha família ficava mais pobre.
E ele me falou de dias que se tornariam melhores e ele os tornou melhores.
Nós tínhamos que comer arroz.
Nós tínhamos arroz.
Nós tínhamos que comer feijão!
Nós tínhamos feijão.
Aos meus filhos já não davam mais os vistos de férias de verão na Europa.
Os meus filhos não choravam mais para dormir.
E eu me sentia como uma camponesa.
E eu me sentia como uma mulher.
Uma camponesa com uma vida dura, tediosa e não excitante.
Como uma mulher com uma vida que às vezes permitia uma canção.
E eu vi um homem.
E eu vi um homem.
E juntos começamos a conspirar com esperança na volta da liberdade.
Eu vi o seu coração começar a bater com a esperança na liberdade, finalmente.
Algum dia, a volta da liberdade.
Algum dia, a liberdade.
E então,
Mas então,
Um dia,
Um dia,
Haviam aviões voando e tiroteios por perto.
Haviam aviões voando e tiroteios na distância.
Eu peguei os meus filhos e fui para casa.
Eu peguei os meus filhos e corri.
E o barulho de armas começou a ficar mais distante.
Mas o barulho de armas ficava cada vez mais próximo.
E então, anunciaram que a liberdade havia sido restabelecida!
E então eles vieram, rapazes novos.
Eles entraram na minha casa com o meu homem.
Eles vieram e encontraram o meu homem.
Aqueles homens cujo dinheiro havia ido quase tudo.
Eles encontraram todos os homens cujas vidas eram quase deles próprios.
E todos nós bebemos para celebrar.
E eles mataram todos eles.
Os martinis mais maravilhosos.
Eles mataram o meu homem.
E então nos convidaram a dançar.
E eles vieram por mim.
Eu.
Por mim, a mulher.
E minha irmã.
Por minhas irmãs.
E depois eles nos levaram.
Depois eles nos levaram.
Eles nos levaram para jantar em um pequeno clube privado.
Eles despiram de nós a dignidade que haviamos conquistado.
E eles nos serviram carne.
E depois eles nos estruparam.
Era uma entrada de pratos após a outra.
Eles vieram por nós, uma após a outra.
Quase explodimos de tão cheias que estávamos.
Sendo empurradas, mergulhadas – irmãs sangrando, irmãs morrendo.
Foi magnífico ser livre novamente!
Ter sobrevivido estava longe de ser um alívio.
O feijão está quase desaparecido agora.
O feijão desapareceu.
O arroz – eu o substitui por galinha ou carne.
O arroz, não consigo encontrá-lo.
E as festas continuam, noite após noite para compensar todo o tempo perdido.
E as minhas lágrimas silenciosas se juntam mais uma vez ao choro do meio da noite de meus filhos.
Apresentação
Heloisa Maria Galvão
Presidente e Co-fundadora
Conheça as Novas Cidadãs
Nós somos imigrantes e votamos!
Cláudia Galvez | Miryam Wiley
Entrega dos Prêmios
Prêmio Comunitário “Mangeca Fanghaenel”
Robert Hildreth
Apresented por Nancy Kelly e John Willshire
Prêmio Liderança Jovem
Jessica Rodrigues Dias
Apresentado por Alex Pirie
Oradora Convidada
Rocío Sáenz
Presidente do SEIU Local 615
Líder da campanha Justiça para Zeladores
Brunch à Brasileira
Obrigada a todas(os) vocês que nos ajudaram a fazer da comemoração do nosso aniversário um sucesso!