Thursday, June 27, 2013

Senado aprova reforma imigratória. E agora?


O Senado federal aprovou hoje, 26 de junho, o projeto de reforma imigratória por 68 votos contra 32. Quatorze republicanos votaram a favor. Agora o próximo passo é a Câmara Federal onde a maioria republicana, inclusive o líder John A. Boehner, não está propensa a aprovar o projeto do Senado ou um outro que não considerem bem mais restrito.
O projeto-de-lei aprovado no Senado hoje prevê um longo período para a legalização, 13 anos para a cidadania e pelo menos três níveis para imigrantes ajustar o status imigratório. “O momento é histórico. Desde 1996 que não temos um projeto que ofereça uma caminho para a legalização dos 11 milhões de imigrantes que vivem nos Estados Unidos à margem da sociedade”, disse Heloisa Maria Galvão, diretora-executiva do Grupo Mulher Brasileira. “Nós temos de nos preparar para a longa batalha na Câmara Federal. Lá os debates serão bem mais acirrados e as tentativas de endurecimento ilimitadas”.
Heloisa ressaltou também a importância da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, dia 25 último, ao rejeitar a definição de casamento do Ato de Defesa do Casamento (entre um homem e uma mulher). A partir de agora, casais do mesmo sexo têm os mesmos direitos dos casais heterossexuais, inclusive podendo patrocinar seus maridos e esposas para efeito de status imigratório.
“A semana é história por dois motivos”, repetiu Heloisa, lembrando que a medida inicialmente contida no projeto de

reforma imigratória, foi retirada por imposição dos republicanos radicais.  “A decisão da Suprema Corte corrige uma injustiça e, melhor ainda, muitas famílias do mesmo sexo vão poder se legalizar sem depender dos políticos”.
O Grupo Mulher Brasileira está atento ao que acontece e na liderança do movimento pela reforma, continuou Heloisa, porque faz parte de várias coalizões que lutam pelos direitos dos imigrantes. “A atual linguagem da lei nos preocupa muito porque se for votada como está vai beneficiar alguns apenas e vai criar um estado militar contra os imigrantes. Mas o momento é de trabalhar juntos com todos os grupos e a comunidade precisa entender o que se passa e precisa se levantar para garantir uma lei justa e abrangente”.
O Grupo Mulher Brasileira já féz uma reunião comunitária sobre a proposta de reforma imigratória aprovada no Senado e fará outra dia 16 próximo para os trabalhadores que fazem parte do seu Comitê de Trabalhadores. A advogada Hannah Krispim vai participar do próximo “Estação Mulher” neste sábado, dia 29. O programa do GMB vai ao ar das 11 às 12 horas todos os sábados pela 1300 AM.

Tuesday, June 18, 2013



"Mas se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge a luta nem teme, quem te adora, a própria morte”
       Os últimos acontecimentos no Brasil nos enchem de orgulho e esperança. É gratificante ver nosso povo marchando, seguindo o sonho de Paulo Freire e fazendo marchas e os brasileiros que vivem fora do Brasil não podem deixar de saber e se manifestar sobre o que está acontecendo, porque é, no mínimo, significativo. O país inteiro se levanta para dizer: nós somos o povo e estamos despertos, somos muitos e queremos mais, queremos tudo o que a nossa Constituição diz que são os direitos fundamentais, entre eles principalmente a prevalência dos direitos humanos. Os jovens brasileiros estão em total sincronia com a luta do Grupo Mulher Brasileira e têm nosso total apoio. Também estamos aqui, lutando e marchando por uma vida melhor para nossa comunidade Brasileira nos EUA.
O Movimento que invade as ruas no Brasil e no mundo nasceu com a discussão sobre as péssimas condições brasileiras de  mobilidade urbana, nas ruas ganha outras características, assume outras bandeiras em defesa da educação, saúde, melhores salários, combate à corrupção, etc. Cada cartolina aponta para um objeto, mas todos convergentes, pedindo melhores condições de vida para o povo.
A juventude, quietamente impaciente com justa causa, não vinha para as ruas desde a derrubada do Collor, mas a mesma é herdeira dos que lutaram contra  a ditadura, a que foi para as ruas nas marchas das Diretas Já, de novo assume o seu protagonismo, o que é muito bonito e significativo. Com ela saímos do comodismo e resgatamos a nossa soberana dignidade nacional Brasileira. Do jeito que a força se acumula logo teremos eventos populares tão amplos e massivos como foram os da Diretas Já e o Fora Collor, onde a totalidade do conjunto social estará representada.
Contem conosco! Estamos, daqui, fazendo nossa parte e nos emocionando com essa “primavera brasileira”.
Bravíssimo!

Por Rejane de Musis

Thursday, May 23, 2013


Acontecendo agora mesmo...

Na MAPS de Brighton, em parceria com o Grupo Mulher Brasileira, Clínica de Cidadania. Onze pessoas marcaram hora para preencher seus formulários e, com sorte, estarão aptas para votar para Prefeito de Boston, se residem na cidade, que acontece em novembro próximo. Se você qualifica para a cidadania norte-americana, não espere mais: telefone ou mande email para o Grupo Mulher Brasileira ou para a MAPS e informe-se quando será a próxima Clínica. Em 2011 os brasileiros foram o maior grupo imigrante nas cerimônias de juramento a Bandeira em Massachusetts.




Trabalhadoras lotam State House em Dia de Ação

Centenas de trabalhadoras(es) lotaram ontem a State House para reivindicar a aprovação de cinco projetos-de-leis que tratam do direito trabalhista. Cinco trabalhadoras, a maioria sindicalizada, falaram de suas próprias experiências. Por exemplo, Melonie Brown, 43, trabalha no BJ’s Wholesale e tem um diploma técnico de serviços de saúde. Ela contou como tem sido difícil trabalhar, estudar, criar três filhos muitas vezes usando food stamp e Welfare.  Melonie defendeu o aumento do salário mínimo: “Eu nunca tive um carro, nunca tirei férias e viajei com meus filhos. Eu gostaria de um dia ter uma casa própria”.  
Ana Ynoa mora em East Boston e trabalha no Logan com a companhia de limpeza Airways. Ela testemunhou sobre a insegurança de suas colegas de trabalho devido à falta de um contrato. A lei, que em inglês se chama Displaced Worker garante que nenhuma trabalhadora perde o emprego quando um novo contrato é assinado.
Uma atrás da outra, as mulheres defenderam a aprovação de leis que, se aprovadas, vão garantir direitos básicos para as trabalhadoras e os trabalhadores. Estas leis são a Carta de Direitos das Trabalhadoras Domésticas, aumento do salario mínimo, contrato responsável, direito de tirar licença médica paga e proteção para trabalhadoras deslocadas. Vários políticos comparecerem ao evento e manifestaram apoio às medidas. A Senadora Denise Provost, de Somerville, incentivou os imigrantes a lutarem. “Esta Casa é de vocês, exijam que trabalhemos para vocês”, disse.
            Após os depoimentos os grupos presentes se dividiram em dois grupos, um ficou na State House para visitar os gabinetes dos parlamentares e reivindicar apoio, o outro marchou em direção à Associação dos Logistas e do Walgreens, na Tremont Street, para protestar contra comportamentos injustos. A housecleaner Valdirene Oliveira, da Cooperativa Vida Verde, denunciou a exploração de
que foi vítima antes de ingressar na Cooperativa. O Grupo Mulher Brasileira tem acompanhado de perto o caso de trabalhadores recrutados por empresas intermediárias, que contratam para grandes empresas, como o Walgreens. “Nós presenciamos o sofrimento de trabalhadores, que não podiam arcar com o prejuízo de não serem pagos, e os patrões simplesmente lavam as mãos e fogem da responsabilidade”, disse Valdirene.
          O Dia de Ação na State House foi organizado em parceria, entre outros, com o Sindicato Seiu615 e a Coalizão das Trabalhadoras Domésticas de Massachusetts (MCDW), do qual o Grupo Mulher Brasileira e o Centro do imigrante Brasileiro fazem parte, juntamente com as organizações MataHari, WILD Institute e Centro Domenicano. A marcha foi organizada pelo Centro do Trabalhador da região oeste e vários grupos de apoio aos trabalhadores imigrantes.



Wednesday, May 22, 2013

Reforma Imigratória vai ser debatida em plenário


O Grupo Mulher Brasileira está confiante e entusiasmado com a aprovação da reforma imigratória na noite de terça-feira, dia 21 de maio, pelo Comitê Judiciário do Senado Federal. Este é uma batalha importantíssima e o fato que o projeto-de-lei passou com maioria de votos nós dá novos esperanças de que será aprovado antes do recesso parlamentar de agosto próximo.

O próximo passo é a discussão em plenário mês que vem. Nós estamos confiantes de que a proposta de reforma imigratória será amplamente debatida possibilitando uma melhoria geral das emendas. O Grupo Mulher Brasileira incentiva todas as brasileiras e todos os brasileiros a agirem, a se fazerem ouvir, a participar das campanhas por uma reforma de lei que inclua todas e todos e que seja justa e corrija as desigualdades que hoje prejudicam nossos trabalhadores, nossas mulheres, nossas crianças e nossas famílias.
O Grupo Mulher Brasileira convida toda a comunidade brasileira para um debate aberto sobre a reforma imigratória, lembrando sempre que a lei não foi aprovada e que não existe nenhuma mudança. Nós precisamos estar bem informadas(os) para não sermos vítimas da exploração de pessoas inescrupulosas.
Conclamamos todas as brasileiras e todos os brasileiros a se manterem informadas(os) e alertas. Nós estamos a disposição em nossa sede (697 Cambridge Street, Suite 106, Brighton), por email, mulherbrasileira@verdeamarelo.org, ou pelo telefone 617-202-5775.