Saturday, July 24, 2010
Turismo Sexual e Violência contra a Mulher
Friday, July 23, 2010
En Route to Rome
Saturday, July 17, 2010
Direitos Humanos, Direitos de Todos
Por Heloisa Maria Galvão
Fim de semana en New Jersey, na Ruttgers University, para um treinamento sobre Direitos Humanos. São 21 pessoas de 14 organizações de todo os Estados Unidos reunidas em torno de uma mesa discutindo como trazer direitos humanos para o centro da discussão a nível internacional. O objetivo é disseminar o entendimento sobre o que é direitos humanos e como implementar de fato uma economia justa.
O que faz 21 pessoas ficarem trancadas em um salão de uma universidade, há pelo menos 40 minutos da civilização, durante todo um fim de semana? E um fim-de-semana de verão!
Boa Pergunta!
Como disse Oleta Fitzgerald, da Southern Rural Black Women’s Initiative for Economic and Social Justice, no Mississippi, pouca gente sabe o que são direitos humanos. “Direitos humanos são o direito à empregos, a treinamentos, à água corrente, à energia, a transporte, à educação, à moradia”.
O que acontece é que quando pensamos em direitos humanos relacionamos o termo mais a direitos legais do que a direitos básicos de sobrevivência. No entanto, nosso entendimento do significado da palavra e do que ela abrange em termos práticos muitas vezes começa dentro de casa, em nossa família e com nossa própria experiencia.
Antwar McCallie, da organiação Atlanta Public Sector Alliance, disse que aprendeu sobre direitos humanos com a mãe. Ela costumava dizer, “se suas irmãs se meterem em confusão, as defenda”. Diana Spatz, da Low-Income Families’ Empowerment through Education (Lifetime), começou a prestar atenção no significado do termo quando percebeu que não tinha direitos. Mãe adolescente, solteira, desempregada e sem ver luz alguma no final do tunel, apelou para as drogas e a bebida como forma de sobrevivência até que descobriu que, na verdade, estava sendo empurrada para a marginalidade porque o mesmo governo, que deveria proteger a ela e seu filho, era o primeiro a lhe negar os direitos básicos que poderiam tirá-la da pobreza.
Encontros como este são importantes por várias razões. São momentos que propiciam trocas de experiências. Ouvindo pessoas, que você nem sabia que existiam até aquele momento, falar de situações que muitas vezes só vemos no cinema, nos faz agir e exercer nosso direito de reivindicar.
As várias horas de discussão acabam se transformando em arma poderosa contra a mesmice e a mesquinharia e fazem nossos miolos ferver.
Stay tune, amanhã tem mais.
Friday, June 25, 2010
De Detroit – 3º dia do Forum Social

De Detroit – 2º dia do Forum Social
Wednesday, June 23, 2010
Primeiro dia do Forum Social dos Estados Unidos
Em Detroit na véspera do Forum Social dos Estados Unidos
GMB no Forum Social dos Estados Unidos - BWG in the U.S. Social Forum
O Grupo Mulher Brasileira no Forum Social dos Estados Unidos
O Grupo Mulher Brasileira e a Cooperativa de Mulheres Vida Verde marcharam nesta terca-feira, dia 22 de junho, em Detroit, ao lado de mais de 7 mil pessoas na abertura do Forum Social dos Estados Unidos. O Grupo Mulher Brasileira uniu-se à Aliança Nacional de Trabalhadoras Domésticas na luta pelos direitos dos trabalhadores e contra a injustiça. Siga os relatos do GMB e da Cooperativa de Mulheres Vida Verde sobre a agenda do Forum Social aqui, no Facebook, Twitter e Orkut.
The Brazilian Women’s Group in the U.S. Social Forum
The Brazilian Women’s Group and the Vida Verde Women’s Cooperative marched this Tueday, June 22nd, 2010, in Detroit, along with over 7,000 people in the opening of the United States Social Forum. The BWG joined the National Domestic Workers Alliance in the fight for workers’ rights and in the struggle against injustice. Follow the BWG and Vida Verde Women’s Coop reports on the Social Forum agenda here, Facebook, Twitter and Orkut.
Wednesday, September 9, 2009
GMB convida brasileiros a partilharem lembranças de Kennedy
“Ele foi um lider tão importante, uma pessoa que estava sempre interessada no ser humano, seja quem for, nós realmente perdemos o grande líder que tinha esta sensibilidade humana e esta grande capacidade política de fazer as coisas acontecerem”.
A declaração, de Adriana Lafaille, do Grupo Mulher Brasileira, retrata bem o sentimento de perda e até vazio que milhares de pessoas estão experimentando após a morte do Senador Edward Kennedy esta semana.
Na quinta-feira, a estudante de direito em Harvard passou horas em frente à Biblioteca John Kennedy, em Dorchester, na esperança de entrar, mas teve de desistir depois de horas de espera. E foi exatamente na biblioteca onde Adriana viu o Senador em pessoa. “Foi há uns três anos e ele falou sobre imigração”.
Assim como Adriana, muitos têm lembranças dos Kennedy e do Senador em particular. Por isso, o Grupo Mulher Brasileira está abrindo um espaço em seu blog para quem quiser partilhar memorias, aspirações e saudades do Senador de Massachusetts. O blog pode ser acessado na página www.verdeamarelo.org ou mandando email para mulherbrasileira@verdeamarelo.org.
Para o Grupo, é importante que a comunidade brasileira tenha um espaço para se expressar neste momento, mas um objetivo também é provocar uma reflexão sobre a necessidade de não deixar a peteca cair. “A maior homenagem que podemos prestar ao Senador Kennedy, é continuar lutando pelos ideiais que ele abraçou”, disse Heloisa Galvão, também do Grupo Mulher.
Ela lembra bem de um domingo, cinco dias após as batidas de 2007 em New Bedford, a comunidade terrivelmente traumatizada, quando os políticos se reuniram em uma igreja da cidade para ouvir as famílias dos presos. “Quando o Senador chegou, houve um zum-zum-zum: ‘Kennedy chegou’, murmuravam as pessoas”. Heloisa continua: “Ele entrou acompanhado de assessores, atravessou um corredor repleto de gente, apertando a mão de todo mundo. Depois sentou em um dos círculos preparados para as famílias conversarem com os políticos. Por coincidência era onde estávam as brasileiras. Ele ouviu uma por uma, com atenção, as vezes pedia para uma assessora anotar algo”.
Para a maioria das pessoas, Edward Kennedy era uma figura que inspirava respeito, mas acima de tudo ele passava uma segurança. Quando o Senador falava, as pessoas ouvim, quando prometia, ninquém duvidava. Para Heloisa, os irmãos Kennedys, independente do que pode ter acontecido na vida privada de cada um, exerciam a política com uma dignidade difícil de se achar em outros politicos. “O interesse comum estava acima do interesse individual. Isso é tão raro hoje em todos os níveis da vida pública”, reflete.
Friday, May 8, 2009
Opinião - Estados europeus desalmados
A "Diretiva do Retorno", também chamada de "Diretiva da Deportação ou da Vergonha" da Comunidade Européia acerca dos extracomunitários ilegais desmascara uma faceta desumana que a cultura européia sempre teve e que dificilmente consegue disfarçar. É uma cultura identitária. Possui dificuldade imensa de conviver com o diferente. Ou o agregou, ou o submeteu ou o destruiu. Invadiu praticamente todo o mundo conhecido, subjugando e matando com a cruz e a espada. Foi ela que, nos primórdios da modernidade, provocou o maior genocídio da história humana, segundo o historiador Oswald Splengler em seu O declínio do Ocidente. Onde na América Latina havia 23 indígenas, diz-nos o antropólogo Darcy Ribeiro, após um século, restou apenas um. Depois dominou as populações restantes, explorou todos os recursos naturais possíveis que serviram de base para a industrialização e seu enriquecimento, que são suas injustas vantagens até os dias de hoje. Atrás de seus feitos!
comerciais e técnicos,
há rios de sangue, de suor e de lágrimas. É uma cultura montada sobre o poder-dominação.
Agora, passando por cima de vários artigos da Declaração dos Direitos Humanos de 1948 (quando foi que a respeitaram?) maltratam imigrantes, consideram-nos criminosos a serem encarcerados, mesmo menores, sem precisar de mandado judicial, apenas mediante um procedimento administrativo. Prevêem-se campos de concentração para eles. Esses imigrantes escondem tragédias em suas vidas. Estão lá porque querem sobreviver e ajudar a suas famílias que deixaram em seus países.
Vejam a contradição: no século 19 os sobrantes do processo de industrialização europeu, aqueles que poderiam desestabilizar o capitalismo selvagem nascente, previsto por Marx, foram destinados à exportação. Não veio qualquer tipo de gente. Tinham primazia os empobrecidos e os doentes, como meus avós italianos. Todos de sua leva eram acometidos de tracoma, na época de difícil cura. Eu mesmo quando criança passei por esta doença bem como todos de nossa região no interior de Santa Catarina, onde se situa hoje a Sadia e a Perdigão, conhecidas por seus bons produtos.
No Brasil foram acolhidos com generosidade. Ganharam terras, ajudaram a construir esta nação e agora, com a riqueza natural com que Deus nos galardou, podemos ser a mesa posta para as fomes do mundo inteiro. As políticas da Comunidade Européia de hoje não mostram nenhuma reciprocidade. Com ações articuladas, se revelam cruéis e sem piedade. Relata-nos o príncipe de nossos jornalistas, Mauro Santayana, no JB de 22/06, que nos anos 80 economistas e sociólogos norte-americanos e europeus, sob o patrocínio de banqueiros, concluíram que era necessário afastar do consumo 4/5 da humanidade, a fim de garantir a gestão do planeta e manter os privilégios dos 20% de ricos. Os demais deveriam ser marginalizados até a sua extinção.
Parece que o genocídio está inscrito no código genético deste tipo de gente que está por detrás de quase todas as guerras dos últimos séculos. A eles que gostam de cultura como pura ilustração lhes recordo o que Immanuel Kant diz em sua A paz perpétua (1795). A primeira virtude de uma república mundial é a "hospitalidade geral", como direito e dever de todos. Todos estão sobre o planeta Terra, diz ele, e têm o direito de visitar suas regiões e seus povos, pois a Terra pertence comunitariamente a todos.
Só espíritos anticultura ocidental, como Francisco de Assis, João XXIII, Luther King e Madre Teresa podem oferecer um paradigma que resgate e salve estes governos da maldição da vida e da ira divina que pairam sobre ele.
